sobre o que apenas nomes são
August 6, 2009

Semana passada tive um workshop sobre ensino de crianças e qual a minha surpresa quando dona Célia (a dona mesmo) trouxe vários peões e linhas e mandou a gente brincar (!) enquanto outros do outro grupo iam observar como a gente (do meu grupo) brincava. Nem quis saber se aquilo era técnica grupal nem nada, meu olho já brilhava e tava enrolando o pião que eu, dê e groma (irmãos) e todo mundo que era criança jogava. Minha mão sabia tudo o que tinha que fazer, mesmo que minha memória falhasse, e assim foi, da primeira, segunda e terceira vez falhando e na quarta quase dando certo. Todos os outros, adultos há mais tempo que eu, não conseguiam fazer a coisa funcionar, enquanto que eu, criança desde que nasci, botei o bichinho pra rodar na quinta tentativa, olho brilhando, todos aplaudindo pra uma coisa tão simples e bonita: eram eles voltando ao que eram, e eu passando a mensagem de que nem precisam voltar, gente, ninguém volta a ser criança, a pessoa é a mesma, se é criança pra sempre, se é adulto pra ajudar atendente de loja de camisa a escolher o tamanho certo, e só —————– Não se dá aula pra criança sendo adulto, sendo outra pessoa, pois daí nascem todas as aulas chatas do mundo, todas as frustrações, os que atiram nas escolas. Não se entupam de ‘adultices’- quando foi a última vez que se sentiram entediados, de ócio mesmo, e quiseram desenhar/ jogar bola/ jogar vídeogame? As pessoas falam demais ‘tenho que’, não acham?
Portanto, não se envergonhe por querer ver um desenho animado, pular de barriga na água, dançar engraçado, correr pela chuva: Isso será sempre você.
Meu pião está a disposição. :)
“That which we call a rose
By any other name would be as beautiful”
E há tanta coisa de criança que precisa de inteligência para ser feita… e tanto adulto que não consegue jogar video game… um “simples” video game…
LINDO, LINDO, LINDO!
sabe o que é bom??? Correr à noite para praia, num verão quente, com um bando de gente louca que vc tenha afinidade e um laço familiar, gritando, mergulhar no mar e ficar jogando ”ÁGUINHAAAA” um no outro e voltar correndo pra casa gritando, com frio, e isso não fazer muito sentido pra quem tá olhando, mas nos trazer muitas risadas e divertimento… NOSSA, ISSO É MUITO BOM!!!
saudades
Pô, bicho!
Dei uma passada aqui para ver como tava o layout do blog e achei massa mesmo. Aí achei esse post. Bastante judgmental, véio. Não participei desse workshop, que deve ter sido bem legal por sinal. Mas, parece que tua atitude no post acima foi de se colocar como a ultimate child e julgar os outros “adultos há mais tempo” que, na tua opinião, não conseguem alcançar rodar um peão tão bem quanto você, mestre dos magos! Dyêgo, get a life, mate! Live n let live, amigo!
Pô, irmão, tu sabes que eu me amarro em rir contigo, but this one really just left me cold.
yey, Fernando, meu querido. Brigado pelos elogios, e agora que a parte do layout tá pronta, só vamos ficar no conteúdo, né não?
Sobre o post, se tu tivesse estado lá, teria entendido melhor o teor do texto. Quantas vezes vc já pegou alguém dizendo ‘ah, eu adorava o Chavez, ou como gostava de subir em árvore e comer fruta no pé’. Isso é bacana, mas o uso do passado aí é uma forma de distanciamento criada pra vc mostrar ao mundo que é ‘adulto’, e é isso que contesto tanto, amigão. Ser adulto é bem mais do que largar as coisas que ‘gostava qdo criança’, entende? falava, no post, do desconforto gerado por uma coisa que era ‘sem lugar’ali, num ambiente de adultos, onde se esperava fazer atividades de adultos. Pessoas casam, tem filhos, mas continuam sendo infantis, mesmo jurando de pé junto que ‘nào sào crianças’. Você não precisa se sentir ‘cold’, pelo contrário, a gente pensa muito em comum sobre isso.