AS AVENTURAS DOS ALTER-EGOS – CÍNICUS ATACA OUTRA VEZ! – Final
Cabreirus está cansado de tanto correr de uma horda de homenzinhos vestidos de roupa de turista, cópias do seu maior inimigo, o inimigo de todos os Alter-Egos: Cínicus. Ele se pergunta quem é esse maluco e porque essa eterna perseguição. Cabreirus gostaria que o Serennus ou o Tristonhus estivessem lá para explicar ou dar uma solução a esse problema.
>:- ( não queria, não.
Cabreirus para, exausto. Os homenzinhos param e recomeça a pancadaria. Cínicus reaparece dentro de um robô gigante, dando risadas.
>:- ( Como diabos você consegue essas coisas?
>:- ) HAHAHAHAH, MAS VOCÊ É MUITO BURRO, MESMO.
>:- ( ein?
>:- ) pela sua burrice e a dos outros, decidi que não vou só tomar o Hospedeiro, mas vou ACABAR COM VOCÊS.
>:- ( DESCE AQUI SOZINHO, SE TU FOR HOMEM!
Os capangas de Cínicus agarram o Cabreirus, que tenta se soltar, mas está muito cansado. Cínicus o pega com sua mão robótica, dá um sorriso e observa o botão “esmagar Alter-Ego”. Um estrondo e o robô treme. Cabreirus cai, quicando. Outro míssil derruba o robô, caindo de costas na rua. O disparo veio do Serennus, que acaba de descer do taxi, juntamente com os Alehgres e Tristonhus.
:- ) CABIIIII! A GENTE TAVA NUMA CASA, AÍ O SERENNUS PEGOU NO MEU PINTO AÍ ENCONTRAMOS OS CAVALEIROS QUE DIZEM NI E DERROTAMOS O DRAGÃO E PEGAMOS O TAXI E-
>:- ( AAAAHHH, PARA DE ME APERTAR ASSIM, EU TÔ TODO QUEBRADO.
:- | Cabreirus, você tá bem?
>:- ( de onde cês saíram? eu tava dando uma surra nele já.
:- ( Cabreirus, preste atenção: esse aí é o Cínicus!
>:- ( eu sei quem ele é! Vamos lá encher ele de porrada então!
:- | não vai ser assim que vamos destruí-lo. Na verdade, não podemos…
>:- ( comé que é?
:- ( ele é a evolução, Cabreirus, é inevitável.
Levantando seu robô, Cínicus fala do megafone.
>:- ) escute seu colega, Cabreirus, é inevitável, assim como vocês, sou criação do Hospedeiro, mas eu vim para TOMAR O LUGAR DE VOCÊS TODOS!
>:- ( não – o Hospedeiro não nos substituiria, não é? Serennus?
:- ( O Hospedeiro está confuso, não consegue mais ser alegre, triste ou ter raiva, não acredita mais na serenidade. Estamos sendo substituídos.
>:- ) mas… e tudo que passamos? tem a ver com nossos sumiços? onde vocês estavam?
:- | ONDE VIVEM OS MONSTROS.
:- ) sobe o trailer!
:- ( Cabreirus… é inevitável, é a vida.
>:- ( sabe… depois desses anos todos… das aporrinhações com o Alehgres, das histórias… não entendo…
Cínicus pega o Tristonhus em sua mão robótica. Ouve-se um estalo. Tristonhus se foi. É jogado longe.
:- | adeus, gente.
Serennus também se vai da mesma forma. A cidade imaginária começa a ser moldada: de uma cidadezinha de interior, pacata e de casas, torna-se uma metrópole cinzenta e barulhenta.
>:- ( seu… seu PORCO. ALEHGRES, CORRE, SAI DAQUI!
:- ) eu não vou sumir de novo… né? Onde tão os outros?
>:- ( Alehgres, isso é sério! AAAAGH!
O robô. Cabreirus se vai. Cínicus, dentro do robô:
>:- ) enfim, consegui. O Hospedeiro é meu.
Ele olha para o Alehgres.
:- ) cadê todo mundo? eu tô com fome…
>:- ) esse – é só uma criança… – mas que se dane.
Ele pega o Alehgres pela mão. Alehgres sorri. “ooooooi!” ele diz, dando uns tapinhas no metal.
>:- ) O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ NÃO PODE-
Cínicus começa a desaparecer.
:- ) eu tenho um boneco do Woody. Você quer ver?
Um tapa na cabeça do robô. Ele cambaleia e cai.
>:- ( TU NUM ESPERAVA POR ESSA EIN, SEU PUTO?
Cabreirus está enorme, do tamanho do robô. Serennus pega o Alehgres, que o abraça dizendo:
:- | você salvou a gente de novo, menino.
:- ) tem algum sanduíche aí?
:- | HAHAHAHAHAH!
“sai daí se tu for homem!” Cabreirus grita para o Cínicus. O Robô se levanta e os dois começam a brigar como no seriado japonês Ultra-Man. Cabreirus leva um soco e cai por cima dos prédios, que vão se transformando em isopor aos poucos.
>:- ) vocês acham que podem me vencer de novo? AAAAAIIII!
O robô ainda acerta um soco no Cabreirus, mas este pega um poste de bate forte na cabeça do monstro de lata, fazendo-a desprender-se do corpo e cair no chão.
>:- ( CALA-BOCA, SEU PACOTE DE BOSTA.
:- ( não acredito que conseguimos.
Os homenzinhos vão sumindo um a um, bem como o Cínicus.
>:- ) eu sempre vou voltar, seus crédulos imbecis. É inevitáv
Cínicus some, deixando uma bagunça incrível. A cidade volta a ser o que era antes, bem como as árvores e os passarinhos.
:- | caras, escapamos de uma boa hoje.
:- ( eu sinto que ainda não acabou.
>:- ( acabar? não vai nunca. A gente vai e volta, uma hora o Cínicus domina.
:- | será? será que envelhecer é isso?
:- ) o que?
:- | nada. Cabi, como é que você fez aquelas coisas todas, assim, ficou enorme, e como eu achei uma bazuca dentro do taxi?
>:- ( quanto mais fortes estamos, mais poder temos aqui, acho que é isso.
:- ( pra casa?
:- | vamos. Eu faço uns macarrões instantâneos.
>:- ( é só o que tu sabe fazer né…?
E mais uma vez os Alter-Egos vencem, me deixando sozinho aqui no meio da rua. Todas as cópias do Cínicus vão desaparecendo… menos uma. Ele levanta, põe seu chapéu de pescador na cabeça, um sorriso no rosto e sai, dando um tapa na bunda de uma menina.
FIM










